Francisco Marins - A ALDEIA SAGRADA (Editora Melhoramentos, Coleção Para a Juventude)


Autor (a): Francisco Marins
Editora: Melhoramentos
Coleção/Série: Para a Juventude
Período de Publicação: 1953 a 1955
Arte da Capa: Oswaldo Storni
Ilustrador (a): Oswaldo Storni
Número de Páginas: 123
ISBN: -
Tradutor (a): -
Título Original: A aldeia sagrada
Ano da Primeira Edição: 1953
País: Brasil
Público: Juvenil
Gênero Literário: Literatura Infanto-juvenil; Romance Histórico
Tema: Guerra dos Canudos, História do Brasil, Aventura, Retirantes Nordestinos, Seca no Nordeste Brasileiro, Pobreza, Antônio Conselheiro, Drama


Em 1953, após entrar em contato com a obra Os Sertões de Euclides da Cunha, Francisco Marins decidiu apresentar para o público infanto-juvenil o fenômeno social da Guerra dos Canudos na visão dos sertanejos, os derrotados. Por esta razão, escreveu e publicou pela editora Melhoramentos o livro A aldeia sagrada.

No livro, ele narra a história de Didico, um garoto pobre de 12 anos que mora no sertão do Brasil com seu tio e sua tia. Sozinho no mundo, após a morte de sua tia e o sumiço de seu tio, Didico decide juntar-se a um grupo de retirantes para poder fugir da terrível seca que assola a região. Enfrentando situações de perigo, como o bando de Carimbamba, ele segue seu caminho acampando de aldeia em aldeia. Numa dessas aldeias ele conhece um homem idoso e de aspecto bondoso chamado Antônio Conselheiro, que construiu um povoado, às margens do rio Vaza-Barris, conhecido como Canudos, onde todos os moradores se ajudam. Descobrindo que seu tio mora nessa aldeia, Didico parte para lá. É o ano de 1887 e a população de jagunços do povoado, liderados por Antônio Conselheiro, estão em guerra contra o governo republicano, dispostos a tudo para defender-se dos ataques. O governo começa a mandar tropas ao local, resultando na sangrenta guerra que ficou conhecida como Guerra dos Canudos. Didico chega ao local no auge da guerra, testemunhando o ataque dos soldados que mataram quase todos os moradores do povoado.

A aldeia sagrada ganhou o Prêmio Carlos de Laet (Crônicas e Viagens) da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 1954. O livro continuou a ser publicado pela editora Melhoramentos nas décadas seguintes de 1960, 1970 e 1980 em coleções como Comunicação. Na década de 1990, o livro foi publicado pela editora Ática dentro da famosíssima Série Vaga-lume. O autor voltou novamente ao assunto da Guerra dos Canudos de forma mais didática em 1987, ao publicar pela editora Ática, dentro da coleção O Cotidiano da História, o livro Guerra dos Canudos.


SOBRE O AUTOR:

Francisco Marins é um escritor brasileiro, nascido em 23 de novembro de 1922, na cidade de Pratânia (na época era distrito da cidade de Botucatu), no estado de São Paulo, Brasil. Ele é descendente de tropeiros, boiadeiros e pequenos plantadores de café, passando a infância em contato com a vida rural, na qual colheu inspiração para seus livros reunidos nas séries Taquara-Póca, Roteiro dos Martírios e O Homem e a Terra. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco. Aos 12 anos, escreveu em parceria com Hernani Donato a novela infantil O tesouro, publicado em série no suplemento “O Guri”, do jornal “Diários Associados”. Seu primeiro livro, direcionado para o público infantil, foi Nas terras do Rei Café, publicado em 1945. E aí sucederam dezenas de títulos combinando fatos históricos com ficção em aventuras para leitor nenhum se entediar, como os livros contando a saga do café: Clarão na serra e Grotão do café amarelo. O escritor é considerado um autor regional, já que seus livros passam no meio rural. Mas ele também publicou livros com a ação passando no meio urbano, como O sótão da múmia, que passa na cidade de São Paulo em plena ditadura do presidente Getúlio Vargas. Ele foi editor da Editora Melhoramentos, membro da Comissão Estadual de Cultura e presidente da Câmara Brasileira do Livro, tendo se empenhado na divulgação e valorização do livro. Criou, na cidade de Botucatu, o “Convivium - Espaço Cultural Francisco Marins” e o “Tempo e Memória – Biblioteca e Arquivo”, este último com um acervo de 25.000 obras culturais e mais de 6.000 documentos sobre a região em que passam as narrativas da série O Homem e a Terra. É membro da Academia Paulista de Letras, atuando como presidente em duas gestões. O autor recebeu vários prêmios e distinções literárias, como a indicação ao prêmio internacional Hans Cristian Andersen, prêmios da Academia Brasileira de Letras, União Brasileira de Escritores, Prefeitura Municipal de São Paulo, Jabuti, Pen Club de São Paulo, Calíope e Lourenço Filho.

4 comentários:

  1. gosto muito desse livro,por que ele fala sobre a seca etc...

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  2. lindo muito tocante , emocionante tambem

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  3. LI ESTE LIVRO AOS ONZE ANOS,NUNCA ESQUECI!!!HOJE TENHO 68 ANOS!

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  4. Uma bosta, meu professor mandou ler essa merda e quase vomitei! Cada pagina que eu virava sintia um tempo valioso de punheta perdido! Se algum dia eu ver quem escreveu o livro vou gozar na cara dessa pessoa!
    Com as graças de um leitor muito triste, Angelo.

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